Teologia

A HIERARQUIA DA CRIAÇÃO

By 1 de janeiro de 2009 One Comment

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A ansiedade começa
a ser tratada com objetividade pelo homem quando este começa a pensar
teologicamente, levando em consideração, entre outras coisas, a doutrina da
criação. Há verdades ensinadas por essa doutrina que apontam para a existência
de um Deus que criou o homem para ser o rei do planeta-jardim em que o colocou.
Quem é esse habitante do planeta azul?
 
Um ser com características que lhe são inerentes, que ele não pode matar jamais por completo, como a capacidade, por exemplo, de fazer julgamentos estéticos. Não há
como fugir disso. O mesmo ser que tem que chamar algumas coisas de hediondas e
outras de santas (senso moral), é forçado a chamar algumas coisas de belas e
outras de feias (senso estético). Esse rei do jardim é tornado capaz de ter
consciência de si mesmo, observar os elementos da natureza de que depende para
viver e perceber também a presença de outras criaturas vivas que de modo idêntico
a raça humana carecem da providência divina para sobreviver. Cristo apela para
essa característica elementar – homens e mulheres capazes de perceber o mundo
ao seu redor e observar detalhes surpreendentes da vida – e chama os seus
discípulos para considerarem a vida dos passarinhos.

Um
fato referente à vida desses seres já foi observado por nós. Deus ama esses
animais. Por isso os sustenta. Contudo, Cristo ressalta uma outra verdade
importante relativa a todos os seres vivos, inclusive o homem. Há uma
hierarquia de valor na criação de Deus. Alguns seres tem mais valor do que
outros seres. Um é o valor de uma minhoca, outro o valor de um cachorro. Se passarmos com o pneu da nossa bicicleta por sobre uma minhoca não vamos perder
noite de sono. Mas, se atropelarmos um cachorro podemos passar a noite em
claro. Pois bem, Cristo leva o homem a consideração desse fato da vida. Alguns
seres vivos têm mais valor do que outros. A questão é: qual o que encontra-se
no topo dessa criação? O que exerce a primazia sobre os demais? O mais
excelente?

Para
Cristo a resposta dos seus ouvintes para a sua pergunta sairia dos seus lábios
de modo fácil:
“Porventura, não valeis
vós muito mais do que as aves?”
Eles sabiam disso. O homem pescar um peixe
era encarado por eles como algo natural, mas um ser humano devorado por um
tubarão, um absurdo.

O
mais extraordinário de tudo é Cristo afirmar que a resposta que haveria de sair
de modo natural da boca dos seus discípulos correspondia ao ponto de vista do
próprio Deus. Cristo ensina que na criação de Deus nada é mais precioso do que
o homem. Deus cuida dos pássaros. Porque os ama. Deus cuida do homem. Porque o ama acima de todas as demais criaturas.

Antonio Carlos Costa

Antonio Carlos Costa

Teólogo, jornalista e ativista social. Plantador da Igreja Presbiteriana da Barra (Rio de Janeiro) e fundador da ONG Rio de Paz. Nascido no Rio de Janeiro em 1962. Casado com Adriany. Pai de três filhos: Pedro, Matheus e Alyssa.

One Comment

  • André disse:

    Belo texto Pr. Antônio. Inteligente, simples e confortador. O seu dom para expor as idéias e principalmente escrevê-las me impressiona.
    Que maravilha termos consciência do verdadeiro Deus e de podermos usufruir deste privilégio!
    Que O Senhor continue te protegendo, te abençoando e te usando neste ano de 2009 para Sua honra, glória e louvor.
    Grande abraço!

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