Teologia

A CORRESPONDÊNCIA HOMEM-NATUREZA

By 22 de dezembro de 2008 No Comments

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O
ponto que precisa ser ressaltado é que devido a essa impressionante harmonia
entre necessidades vitais e suprimento na criação, somos levados a acreditar
que o homem está longe de ser um criatura que ao longo do tempo se desenvolveu
para se adaptar as condições estabelecidas arbitrariamente pela natureza. É
justamente o contrário. A raça humana é concebida pelo seu criador para habitar
em um planeta magistralmente preparado para atender as demandas tanto físicas
quanto estéticas dos seres humanos. Note que há sinais evidentes de que esse
arranjo em hipótese alguma pode ser considerado mera casualidade. Essa planeta
poderia ser caracterizado por um estado de completa anormalidade. Mas,
observamos proporcionalidade. Isso é muito interessante. Espanta-me o
termostato da Terra. A temperatura não poderia ser outra – a sua alternância
nas estações gera um encanto e prazer que nenhuma explosão cósmica despropositada seria capaz
de criar. Observe o tamanho das árvores e dos frutos. Tudo poderia ser
gigantesco, mal-cheiroso, grosseiro e feio. Porém, experimentamos harmonia em
tudo. A coisa é gostosa, cheirosa, faz bem ao corpo e é bela. Quanto tempo o
nada mais o acaso careceriam para criar um mundo como esse? O livro de Gênesis
nos seus primeiros capítulos ensina justamente isso. O homem só surge no
cenário depois de tudo ter sido amorosamente preparado para sua chegada. O
Criador cria uma correspondência entre o homem e a criação. Os seres humanos
não nascem como uma “lousa em branco”. São feitos para chegar nesse mundo,
bater os olhos nele e concordar com Deus dizendo: “Isso é muito bom”. No primeiro
livro da Bíblia Deus é comparado a uma mãe que prepara o quarto para o bebê
chegar. 

Extraído do livro que estou em vias de terminar: Ansiedade: Quando o homem duvida do caráter de Deus

Antonio Carlos Costa

Antonio Carlos Costa

Teólogo, jornalista e ativista social. Plantador da Igreja Presbiteriana da Barra (Rio de Janeiro) e fundador da ONG Rio de Paz. Nascido no Rio de Janeiro em 1962. Casado com Adriany. Pai de três filhos: Pedro, Matheus e Alyssa.

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