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Antonio Carlos Costa
Teologia

PERGUNTANDO PELO QUE CONHECE

By 25 de novembro de 2008 No Comments

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Em não poucas ocasiões não nos damos conta do fato de que fazemos indagações que só podem ser feitas quando temos como certo aquilo sobre o que indagamos. Afirmamos que a presença de tanta injustiça no universo implica na falta de sentido para viver, pois não é possível que um Deus bom permita tanta perversidade. Assim, somos levados a indagar: Se há Deus como pode haver tanta injustiça? Mas, jamais faríamos uma pergunta como essa se não partíssemos da firme certeza de que existe um padrão universal de justiça. Falar em justiça no universo significa admitir que há um padrão mediante o qual as coisas podem ser medidas e tidas como justas ou injustas. Sem essa referência absoluta estamos julgando com base em que espécie de conjunto de referências éticas? A pergunta perde sua razão de ser. Deixe-me explicar melhor através de um problema intelectual tão comum: não há motivo algum para seres que são produto de uma explosão cósmica despropositada esperarem viver em um mundo sem injustiça. Falar que a presente ordem é injusta só faz sentido se crermos que há essa coisa a que chamamos de justiça. O que implica na existência de um ser que seja pessoal e justo – cujo caráter seja a referência absoluta do que é santo e reto. Em suma, cabe ao que pergunta sobre o porquê do mal, perguntar para si mesmo: afinal, por que estou fazendo essa pergunta?

Antonio Carlos Costa

Antonio Carlos Costa

Teólogo, jornalista e ativista social. Plantador da Igreja Presbiteriana da Barra (Rio de Janeiro) e fundador da ONG Rio de Paz. Nascido no Rio de Janeiro em 1962. Casado com Adriany. Pai de três filhos: Pedro, Matheus e Alyssa.

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